Acreditar no fim da profissão contábil e vislumbrar que a mesma será plenamente substituída pela máquina, é o mesmo que desprezar a indispensável necessidade das relações interpessoais.

Com os notáveis avanços tecnológicos e com o aperfeiçoamento de programas contábeis, coloca-se em dúvida (para alguns) se a contabilidade seria uma ciência ou um mero instrumento de escrituração contábil (registro).

Prontamente, é necessário que saibamos o conceito de ciência (Do latim scientia.ae.)

Aurélio Buarque de Holanda conceitua ciência como ‘’o conjunto organizado de conhecimento sobre determinado objeto, em especial os obtidos mediante a observação, dos fatos e um método próprio’’. (Dicionário Aurélio).

Classicamente, o objetivo principal da ciência tem sido o da construção de conhecimento e compreensão, independentemente das suas potenciais aplicações.

Ao conceituarmos a palavra ‘’Técnica’’, identificamos que é conjunto de procedimentos ligados a uma arte ou ciência.

Neste proposito, consideramos que a técnica é algo inerente a atividade do ser humano, ou seja, a técnica é algo que dia a dia se aperfeiçoa, sem se preocupar com a produção de conhecimento.

Historicamente, infinito é o número de pesquisadores que reconhecem a contabilidade como ciência pura e não apenas um conjunto de meros procedimentos escriturais.

Ciência essa que sempre corrobora com o estudo racionalizado das ações e fenômenos econômicos que compõe a base da sociedade moderna.

Dito isto, desconheço, até o presente momento, alguma máquina capaz de produzir conhecimento.

Logo, a contabilidade não vai acabar, os cursos de CIÊNCIAS Contábeis já sofrem mutações para que se adaptem as tendências contemporâneas, mas não deixarão de existir

Na contramão de todas as “afirmações midiáticas” expostas nas últimas semanas, uma pesquisa realizada pela ManpowerGroup revelou que a PROFISSÃO CONTÁBIL esta entre as dez habilidades mais procuradas no Brasil e no mundo. No entanto, vários são os quesitos que atrapalham a inserção ou recolocação desse profissional no mercado.

Observa-se que as empresas, buscam profissionais que, além de qualificados, saibam se relacionar com clientes, colegas e gestores. Ou seja, o quesito relacionamento interpessoal tem sido peça chave.

Fazendo uso da seguinte afirmação do saudoso Benjamin Franklin – “INVESTIR EM CONHECIMENTO RENDE SEMPRE OS MELHORES JUROS”. Creio que, ao invés de nos apavorarmos com a revolução tecnológica, devemos buscar meios de ampliar a nossa matriz de conhecimentos e utilizar o “NOVO” em nosso favor.

E Por fim, NÃO vamos dar cabimento ao comentários infundados que referenciam a extinção da profissão contábil. Nosso ofício é mutável, adaptável e NUNCA será dispensável.

Fonte: Contábeis